29/06/2008

Das Revoluções II


Parece que o pregador "só me candidato quando tenho a certeza que vou ganhar" já não vai para o sistémico internacionalista UN e fica-se pela ilha. Talvez os diplomatas portugueses lhe tivessem dito que afinal não estava na melhor posição para o fazer.


Por cá o nosso golden boy sofreu um atentado à bomba com laivos de Maria da Fonte mas desta vez sem revoltosos, apenas com alguns boys "porreiros" que guardam na memória reviralhadas partidocráticas e que facilmente foram torneados pelo staff também, ele "porreiro", do golden boy. Devemos estar prestes a fecundar um novo JFK à la portugaise com direito a livro de honra numa nota de rodapé da História de Portugal.


Continuamos em regime de simbólico grotesco com Canas, Lellos e Coelhos a cirandar das suas entre New Deals e Tratados. Continuamos a agraciar os senhores X que descobriram a pólvora e abriram as tais caixas de Pandora que nos governam. Continuaremos a proclamá-los enquanto os outros senhores X que se lhes seguem perpetuarem a imagem heróica dos golden boy. E tudo é "porreiro".

27/06/2008

Das Revoluções


Nos intervalos da escrita de uma moção sobre a eutanásia a apresentar em congresso próximo e com o real fervor e desejo de quem vive para a política e não da política, em abraço fraterno numa racional paixão, observo que no Nepal os maoístas tomam o poder passado um mês de caída a monarquia. Hobsbawm continua no agenda setting das gentes de Maio e desenham-se derivas "arranjistas" para manter de pé o sonho situacionista pós-revolucionário.


Por cá apoia-se a ida de Ramos Horta para alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O mesmo foi-se oferecendo ao cargo quando nas últimas eleições acabou por nomear o governo minoritário Xanana, numa reedição situacionista do poder em Timor. Do Rambo I passámos para a sequela em que o assalto dos burocratas ao castelo de Dilí continua. Nunca soubemos estar do lado de quem realmente quis construir Timor e preferimos desde sempre apoiar quem por obra dos suecos universalistas foi laureado. Preferimos ser australianos quando tinhamos espaço de ser um nós: da CPLP nada, apenas uma Universidade Sertaneja para quem não puder ir até Georgetown.


Lá anda ele com receio de não ser escolhido e entre o deixar a cadeira do poder e ocupar um outro que ainda não está seguro apesar dos apoios kissingerianos e cangurescos. Lá anda ele na roda viva do situacionismo internacional com laivos de político guerreiro do "nunca ponho o meu nome para alguma posição que eu não vou ganhar" ou ainda do ataque à melhor posição com carreira internacional que sempre garante mais destaque do que manter o mais do mesmo na ilha. Entre nós houve outro que teve mais sorte. De entre a terceira e quarta escolha estava confirmado e lá voou até Bruxelas, depois de ter aprendido mais alguma coisita não na Univ. Sertaneja mas na outra e de ter feito um estágio como primeiríssimo.



21/06/2008

Deixem-nos Criar, Deixem-nos Voar


Enquanto os neo-cavaquistas nos pedem que precisam de trabalhar, somos atrofiados pelos génios do regime sistémico "mais do mesmo". E eles labutam ávidamente entre dogmas e sebentas economicistas, das sempre caixas de pandora que nos governam em acervo político.


O Canas prevera o chumbo irlandês, a esquerdalhada não-reviralha fala em esquizofrenia referendária e a direita elogia o tratado cacilheiro neo-cavaquista. O que eles não entendem é que o chumbo é produto de uma visão dos povos da Europa que se se proclamassem em referendo, veriamos engordar o não. Este é um não a esta não-visão de Europa, é um não à não- liderança, um não aos duques e fidalgos sistémicos e eurocráticos que nos inundam em mais ASAE e mais Estado-Polícia. E dizem eles que exportam Estado de Direito, valha-nos Jellinek.


Pedimos é que se refiram aos parlamentos com letra maiúscula por favor. Não vão os burocratas europeus assaltar os nossos burocratas com carimbos e dossiers, para que se encham os cofres do sistema com papelada. E com tanta economia e tanto situacionismo preparamo-nos para a manutenção do regime com assaltos esperançosos de montanhas que parem ratos.


Mais digo: os nossos alunos surpreenderam em matemática. Lá vamos subir nos rankings da OCDE através de processos de engenharia matemática dos que vão estudar o secundário à pressa e recebem um computador, num homogéneo sistema atrofiante e atrofiador. Batem palmas e temos bons resultados com as normas dos outros, com os traumas geracionais dos outros.

12/06/2008

A Teoria do Não-Efeito Para Outros Efeitos Futuros


Portugal ganhou e a camionagem foi para casa. Mais uma vitória do centrão neo-maquiavélico que nunca chegou a ler Maquiavel, nem a conhecer as sombras hobbesianas do poder absoluto. Apenas repete o que um dia pensou ser a política numa qualquer caixa, apelidada de pandora por sobejos iluminados do regime.


Não entenderam o movimento, nem chegaram sequer a ser criativos ("Onde está o PCP? Onde está a CGTP?") Mantiveram-se cautelosos na negociata política e na estratégia de um qualquer livro de bolso, sem a mínima preocupação pelos não-efeitos que as novas medidas trarão.


Portugal volta a ganhar e alguns teimam em dilacerar reminiscências de raiva geracional ao gastar gasolina de bandeira ao alto. Não foram precisas forças policiais nem plano B. Lá está ele, Lino, de bandeira ao peito.

11/06/2008

Triângulo Neo-Cavaquista


Gloriosa selva democrática de jogatanas futebolísticas com patriotismos neo-liberais e bandeirinhas no ar, a lembrar sacrifícios à porta do Castelo de São Jorge. É preciso que o rei e o seu conluio internacionalista passem com sacrifício de um.

Depois do dia da sopa, do rancho folclórico e das danças do bloco central sentimo-nos cada vez mais próximos do poder num jogo cibernético de lemes entregues ao mais do mesmo. Sai Filipe Menezes entra a mãe da família Adams, aluna prendada das lições de economia católica da universidade do regime.

Parece-me que se repetem os tempos não num movimento natural da sociedade mas sim, pelo movimento de distribuição das mesmas cartas lançadas pelo "blocão". São as greves dos camionistas, são os apupos em Viana do Castelo. E eles, cavaquistas de gema, alunos prendados de primeira fila, não sabem descer do pedestal sistémico que lhes dá sensação de super-poderes. E viramos à esquerda contra o dia da raça para que voltemos a reviver o medo bafiento do salazarismo, quando nem nos demos ao trabalho de ler certos apontamentos da I República ou quando nos esquecemos da celebração do centenário de Camões em 1880.

Alegre continua em reviralho e o PS treme. Parece-me que os neo-maquiavelistas do centrão socialista ainda não perceberam a oportunidade estratégica do feedback. Menos se fala do reviralho de Sá Fernandes e dos conluios coelhistas nas reuniões para a concelhia. Parece que os meninos burgueses e maquinistas do Bloco estão de birra - não esperavam uma absorção do anti-sistémico no governo de Lisboa. Recordo que o anti-sistémico pouco dura quando não se sabe viver em minoria e que os ex-revolucionários são quem mais alimenta a situação. Mas oxalá Deus lhes guarde mais uma gaffe cavaquista.
Deixem passar: é preciso que o rei e o mais do mesmo europeísta sobrevivam com sacrifício de um.